sexta-feira, 15 de abril de 2016

Nanda Costa


ALMA

                             A L M A
       A –  Administração da
       L –  Longevidade de
       M – Maneira
       A –  Agradável

       Longevidade é um problema complicado, atual e desconhecido:   complicado - por que envolve homens e mulheres, duas “espécies” tão diferentes, genética e psicologicamente, principalmente quando idosos, que parecem ser de diferentes espécies, mas com a singular propriedade de se reproduzirem. Além disso, é complicado por que são pessoas, em geral, com nível cultural e experiência de vida variados, de analfabetos a mini-gênios, e com nível econômico-financeiro, variando de baixa renda a milionários; e, muitas vezes com grande capacidade produtiva.
atual - por que só recentemente a expectância de vida aumentou muito em todo o mundo, e, certamente, ainda vai aumentar mais, uma vez que quase dobrou, em menos de um século;                                       
desconhecido - por que há poucos programas ou estudos  voltados para esse mercado de pessoas carentes e muitas vezes competentes, que acabam sobrecarregando suas famílias, ou se internando em uma Clínica qualquer, vegetando até o fim.                                                                                       Atualmente, há algumas soluções do tipo Asilos, Clínicas, Retiro dos Artistas, Casa da Gávea, etc., mas não são de “Maneira Agradável”. Aqui se propõe um projeto bem diferente, destinado a pessoas ainda produtivas e que crêem poder levar uma vida razoavelmente saudável nos próximos cinco, dez ou vinte anos, pelo menos, e, em convívio com seus pares. A idéia básica é a de se criar uma série de habitações, Unidades de um Condomínio, que tenham as vantagens e qualidades de um Hotel, Apart-Hotel, Hotel Residência, Motel, Pensão, Clube, ou sua própria casa, com as seguintes características principais:                                                
1. Ter um apartamento (ou casa), alugado ou comprado, a um custo módico, menor do que de sua residência anterior, graças à economia de meios, i.e., um apartamento menor e infra-estrutura melhor, com Praça de Esportes comum a todos da Unidade do Condomínio. Economia de meios significa ter as máquinas trabalhando com o maior “thru-put” possível, até 24 hrs por dia, se for o caso: a cozinha, lavanderia, piscina, telecomunicações, transporte, assistência médica básica, biblioteca, discoteca, etc., etc.                                                                       2. Ter um restaurante, em sua Unidade, sempre aberto;  e um Posto Médico.          3. Os moradores de cada Unidade teriam todos, mais ou menos, a mesma profissão: escritores, pintores, engenheiros, médicos, advogados, cientistas, etc., como se fosse um “clube selecionado”, onde cada novo membro teria de se submeter à aprovação de, pelo menos, 2/3 dos atuais membros, para garantir a “Maneira Agradável” de convívio.                                                                                             4. Cada Unidade teria cerca de vinte, ou cinqüenta ou cem moradores, dependendo da procura  da população local, podendo até receber moradores de outras localidades.                                                                                                                    5. Os apartamentos seriam pequenos, quase do tipo japonês “cápsulas”, mas com uma infra-estrutura rica e apropriada ao gosto dos moradores da Unidade. Por ex.: os escritores teriam vasta biblioteca e auditório para saraus literários; os pintores teriam um salão com cavaletes, boa iluminação, área para vernissage, etc.             6. A administração do Condomínio  cuidaria de tudo, desde a manutenção e operação de todas as Unidades e Praça de Esportes, Posto Médico, Transporte, etc.
Viabilidade
O que aqui se propõe não passa de uma idéia inicial, um esboço de projeto. Havendo alguma aceitação, seria criado um pequeno Grupo de Trabalho para elaborar uma proposta mais detalhada, divulgá-la, e fazer  uma pesquisa para se ter  noção do tamanho do mercado interessado. Se houver massa crítica, então, uma empresa de engenharia lançaria o Projeto do Condomínio, como qualquer outro, i.e., escolha de um local com fácil acesso por transporte coletivo, tipo Metro; Marketing, Financiamento, etc.                                                                              Qualquer crítica ou comentário será muito bem-vindo.
                                                                     Rio de janeiro, 17 de fevereiro de 2016                                                             Elvé Monteiro de Castro                                                                                          elve@globo.com
          PS.:
          Há pessoas (um casal) que vivem em apt. de mais de 350m2, com duas vagas de garagem, sem ter carro, pagando cerca de dez mil reais de aluguel e taxas, com cinco aparelhos de ar condicionado, usando apenas um, durante o verão, fogão, máquina de lavar, usada uma vez por semana, com duas empregadas ao custo de mais de seis mil reais por mês, duas linhas de telefone fixo e uma de celular, banda larga, micro, biblioteca de mais de mil volumes, discoteca com “home theater”, etc. etc. Tudo isso poderia ser usado com grande economia de meios, em uma Unidade de Condomínio.               

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Três Fotos

                                                                      Elvé no Chile
                                                                   Costus Spiralis


                                                                      Capa do Livro

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Lô! Louco por Lô

     Lô! Louco por Lô*

          “Nihil melius muliere bona.”– (provérbio)
              N Ã O H Á N A D A M E L H O R
                  Q U E U M A B O A M U L H E R.
                                 Trad. Elvé



Ninfeta não tem consciência

de seu poder de ser ninfeta.

Virgílio, a elas sabia cantar loas.

Petrarca apaixonou-se por Laurinha, uma loura


ninfeta, correndo ao vento, uma flor em fuga

e, Dante por Beatriz, quando ela tinha nove anos,

e, também eu me dissolvi ao sol

no meu jardim de macios musgos,


quando vi minha Lô, minha pequena,

minha lânguida Lô.

Uma onda azul ergueu bem alto


meu coração, e o vácuo de minha alma

aspirou cada detalhe de sua beleza:

pele tenra e bronzeada, sem a menor jaça;


arabescos de penugem reluzente

em seu rosto, em seu braço e em seu antebraço;

sua maneira de andar, bamboleio de joelhos,

e um lascivo arrastar dos pés.


Quando ela se levantou, foi como se a flauta

de um faquir tivesse feito crescer

uma árvore, no meio do jardim.

Tremi e ocultei meus tremores.


Meu desejo por Lô me cega ao vê-la por perto.

Ela vem toda rosa e mel, e a pele

pontuada de rubis coagulados.


Ocorreu-me que eu estava louco,

pois, a miragem e a realidade

se fundiam no amor.

*Sonetos gêmeos baseados em “Lolita”, 
V. Nabokov, trad. Jório Dauster.
               
      Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2013.
       Elvé Monteiro de Castro elve@globo.com

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desenho Abstrato 18 PI

                                                               Desenho Abstrato 18PI

sábado, 15 de setembro de 2012